O projeto 487A convida artistas de toda a cidade a participar do “Desenhos no pó”. Evento aberto ao público, vamos transformar o pó da Casa Bela Vista em arte, participe!
PROJETO 487A CONVIDA ARTISTAS DA CIDADE PARA DESENHAR NO PÓ
Transformar o pó em desenhos. Toda a casa em uma grande galeria, uma exposição chamada “Desenhos no Pó”. O Projeto 487A, formado por jovens artistas estudantes de comunicação, audiovisual e ciências sociais, convida artistas e pessoas para acompanhar esta performance/exposição, que acontecerá neste sábado (23) e domingo (24), a partir das 10h, na residência/ ateliê do grupo, a Casa da Bela Vista (R. Viriato Ribeiro, n° 487 A, Bela Vista, em frente à Igreja Assembléia de Deus). O Projeto, vinculado à Universidade Federal do Ceará (UFC), é coordenado pelo professor e performer Wellington Júnior.
A idéia é que o pó da casa vá sendo modificado de forma gradual, queremos que o pó se torne arte. O pó preto e grosso reina absoluto em todos os cômodos da casa, que jaz abandonada há alguns anos, assemelhando-se a um enorme lençol que recobre os espaços da casa, quase como se tentasse protegê-los da ação do tempo. Ao começar a conhecer a casa, uma sensação já nos preenche por completo,percebemos que esta encontra-se em um estado de dormência, pedindo entusiasticamente para ser acordada.
A casa nos fala através do pó. Existe um desejo implícito, uma vontade, uma potência. Não podemos simplesmente chegar e mexer no pó, limpando-o. O pó representa a casa tal como ela está, e para acordá-la de forma amigável, esperando que ela nos receba como seus moradores e artistas, devemos atentar para o que ela nos propõe.
Para ser acordada, a casa precisa ser descoberta. O pó guarda lembranças esquecidas por aqueles que um dia caminharam por entre seus espaços. Sua imobilidade incomoda, ele grita com um desejo de se mostrar aos nossos olhos, a casa quer a nossa proximidade, um contato íntimo com os nossos sentidos. O pó é assim, uma grande superfície, uma “tela em branco” que recobre as superfícies da casa em seu estado puro, intocável, esperando ansiosamente para ser modificado. A casa deseja ser o nosso próprio objeto artístico.
Serviço:
Local: Rua Viriato Ribeiro, 487 A. Bairro Bela Vista
Data: 23 e 24 de Outubro de 2010
Hora: A partir das 10h
Grátis
Como chegar: Ir pela avenida José Bastos, sentido Parangaba, e dobrar a direita na segunda esquina do supermercado Center Box. Ponto de referência: Igreja Assembléia de Deus.
Contatos: Wellington Jr: 99292751 / Artur Dória: 87466431
PROJETO 487 A
Novos olhares sobre a arte, a vida e o mundo. Com o objetivo de agregar e formar artistas, proporcionando-lhes liberdade de criação, produção, curadoria e exibição em arte e comunicação, em torno de ações individuais e, especialmente, coletivas, além de promover a reflexão teórico-crítica sobre a arte atual, nasceu o 487A. O projeto é vinculado à Universidade Federal do Ceará (UFC) e coordenado por Wellington Júnior, performer e professor do Instituto de Cultura e Arte. Funcionando como espaço de experimentação por excelência, um laboratório propriamente dito, e formado por jovens estudantes de comunicação, cinema e ciências sociais, o grupo se caracteriza pela versatilidade de suas obras, instalações e, principalmente, performances.
Casa da Bela Vista
O projeto foi nomeado a partir do número que identifica a residência onde o grupo começou a se reunir e a concentrar suas primeiras atividades: a casa localizada na Rua Viriato Ribeiro, nº 487 A, no bairro Bela Vista, em Fortaleza. A moradia pertenceu aos pais de Wellington Jr. e abrigou algumas performances do artista, dentre elas, “Réquiem para meus pais” (2009), realizada em parceria com o Projeto Balbucio, coletivo e artistas locais e ação de Extensão da UFC que, desde 2003, realiza ações nas interfaces entre corpo, comunicação e arte. Fechada desde outubro de 2008, servindo apenas como depósito, a casa tornou-se inspiração para o grupo. “A necessidade de trabalhar em grupo sob novas perspectivas surgiu da iniciativa de retornar a casa, que serve hoje como ateliê, objeto e espaço para manifestações artísticas” – ressalta Wellington.
Um ciclo de atividades teve início desde o primeiro contato com o espaço quando surgiu a idéia de explorá-lo ainda decadente, aproveitando todo material encontrado no lugar: destroços, objetos da casa ou deixados lá e a poeira decantada ao longos dos anos. Nesta fase, ensaios em vídeo e foto, performances e instalações foram idealizados: “Desenhos no Pó”, “Trajetos”, “Pó Klein” e “Vestindo-se da casa”, além da segunda fase do work in progress de Wellington Jr., “Réquiem para meus pais: relicário”. Após estas intervenções, a limpeza e reforma do lugar, entre os dias 27 de outubro e 06 de novembro, marcam a “mudança de estação” nas atividades a serem realizadas na casa. O grupo pretende posteriormente levar as intervenções ao espaço urbano. “Pretendemos explorar a Bela Vista, bairro periférico sob vários aspectos, mas, de modo mais grave, periférico em relação os centros de produção e consumo de arte. A idéia é contribuir – não de modo iluminista e impositivo, mas de forma integrada com o que já é vicejante no bairro – para a formação de uma cena efervescente também lá. Mas o coletivo quer intervir em outros lugares da cidade, possivelmente em parceria com outros grupos e artistas” – explica o idealizador do projeto.
Publicado em Performance
Com a tag 487A, artistas, artur dória, casa bela vista, desenhos no pó, liana sampaio, lucas benedecti, marilia maia, performance, wellington jr

